Por; Italo Leonardo do Amaral Moreira
A questão é que não tenho estado muito satisfeito com o que tenho postado aqui nestes últimos dias, tenho tido muito pouco tempo para escrever, além de pouca inspiração também, sim, porque creio que escrever é além de tudo, um estado de espírito, bem, pelo menos eu sou assim.
Estou vivendo uma calmaria criativa (por assim dizer), onde não tenho conseguido organizar minhas idéias, coloca-la de forma... (...) sei lá, não encontro sequer adjetivações que se encaixem corretamente, para eu descrever esse momento, tão, tão... (...) estranho.
Acho que preciso, de pelo menos uma semana de férias, ir para um lugar completamente isolado e não ter contato com mais nada, senão, mato e bicho, comer comida de fogão à lenha, não ver TV e nem ouvir rádio, pra ser honesto nem livro, revista, nada mesmo.
Meu único contato com pessoas, se limitaria à única e exclusivamente à aquele povo que denominamos, humildes, de conversa simples e sonhos não maiores que o comprimento de seus braços, aquele povo que se contenta com o que consideramos pouco, que sorri quando certamente nós choraríamos.
Um povo que crê e teme a Deus sobre todas as coisas, um povo que proseia e é incapaz de cruzar com alguém em seu caminho, sem que um cumprimento seja dado a esta pessoa (tarde, dia, noite, áápaa...), um povo que mesmo tendo pouco, está disposto a dividir, gente simples, que pita seu pito no fim da tarde, sentado na soleira de sua casinha humilde (tão gigante quanto sua felicidade), olhando ás estrelas do céu, ouvindo o grilo cantando e não desejando nada mais que saúde, sol, chuva e um solo fértil de onde ele possa tirar o que comer.
Então, se hoje alguém me perguntasse o que é ser plenamente feliz, talvez eu responderia, que ser feliz de fato, é ser matuto, nascer e morrer matuto, sem nunca ter sido desvirginado pelo demônio da mídia, que tem o péssimo habito de deturpar tudo e implantar em nós, pobres racionais, valores que não têm valor algum.
Até!!!!!!!
"De que me adianta, viver na cidade, se a felicidade não me acompanhar
Adeus paulistinha, do meu coração, lá pro meu sertão eu quero voltar
Ver na madrugada, quando a passarada, fazendo alvorada, começa a cantar
Com satisfação, arreio o burrão, cortando o estradão, saio a galopar
E vou escutando, o gado berrando, o sabiá cantando no jequitibá
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Por Nossa Senhora, meu sertão querido, vivo arrependido por ter te deixado
Esta nova vida, aqui na cidade, de tanta saudade eu tenho chorado
Aqui tem alguém, diz que me quer bem, mas não me convém, eu tenho pensado
Eu fico com pena, mas esta morena, não sabe o sistema em que fui criado
Tô aqui cantando, de longe escutando, alguém está chorando com o rádio ligado ..."
(Leta de Goiá & Belmonte)