Quarta-feira, Julho 08, 2009

ESTOU DE VOLTA

O tempo passa e a palavra escrita serve para mostrara para aqueles que preservam o hábito de escrever o quanto amadurecemos, o quanto a vida nos deixa mais amenos ou mais duros, o quanto somos capazes de superar os obstáculos que a vida naturalmente nos impõe.

Após alguns anos, reencontrei este espaço que eu já havia me esquecido e resolvi que iria revitaliza-lo, tirei um pouco da poeira, arrastei alguns móveis, um enfeitezinho aqui, um enfeitezinho ali e volto a publicar minha poesias.

Sejam todos novamente bem vindos a esta velha casa, porém agora revitalizada...


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Sexta-feira, Julho 29, 2005

SE BOBEAR EU MORRO SEM SABER O QUE É SER FELIZ !!!

Por; Italo Leonardo do Amaral Moreira



A questão é que não tenho estado muito satisfeito com o que tenho postado aqui nestes últimos dias, tenho tido muito pouco tempo para escrever, além de pouca inspiração também, sim, porque creio que escrever é além de tudo, um estado de espírito, bem, pelo menos eu sou assim.

Estou vivendo uma calmaria criativa (por assim dizer), onde não tenho conseguido organizar minhas idéias, coloca-la de forma... (...) sei lá, não encontro sequer adjetivações que se encaixem corretamente, para eu descrever esse momento, tão, tão... (...) estranho.

Acho que preciso, de pelo menos uma semana de férias, ir para um lugar completamente isolado e não ter contato com mais nada, senão, mato e bicho, comer comida de fogão à lenha, não ver TV e nem ouvir rádio, pra ser honesto nem livro, revista, nada mesmo.

Meu único contato com pessoas, se limitaria à única e exclusivamente à aquele povo que denominamos, humildes, de conversa simples e sonhos não maiores que o comprimento de seus braços, aquele povo que se contenta com o que consideramos pouco, que sorri quando certamente nós choraríamos.

Um povo que crê e teme a Deus sobre todas as coisas, um povo que proseia e é incapaz de cruzar com alguém em seu caminho, sem que um cumprimento seja dado a esta pessoa (tarde, dia, noite, áápaa...), um povo que mesmo tendo pouco, está disposto a dividir, gente simples, que pita seu pito no fim da tarde, sentado na soleira de sua casinha humilde (tão gigante quanto sua felicidade), olhando ás estrelas do céu, ouvindo o grilo cantando e não desejando nada mais que saúde, sol, chuva e um solo fértil de onde ele possa tirar o que comer.

Então, se hoje alguém me perguntasse o que é ser plenamente feliz, talvez eu responderia, que ser feliz de fato, é ser matuto, nascer e morrer matuto, sem nunca ter sido desvirginado pelo demônio da mídia, que tem o péssimo habito de deturpar tudo e implantar em nós, pobres racionais, valores que não têm valor algum.


Até!!!!!!!


"De que me adianta, viver na cidade, se a felicidade não me acompanhar
Adeus paulistinha, do meu coração, lá pro meu sertão eu quero voltar
Ver na madrugada, quando a passarada, fazendo alvorada, começa a cantar
Com satisfação, arreio o burrão, cortando o estradão, saio a galopar
E vou escutando, o gado berrando, o sabiá cantando no jequitibá
-
Por Nossa Senhora, meu sertão querido, vivo arrependido por ter te deixado
Esta nova vida, aqui na cidade, de tanta saudade eu tenho chorado
Aqui tem alguém, diz que me quer bem, mas não me convém, eu tenho pensado
Eu fico com pena, mas esta morena, não sabe o sistema em que fui criado
Tô aqui cantando, de longe escutando, alguém está chorando com o rádio ligado ..."
(Leta de Goiá & Belmonte)

Segunda-feira, Julho 25, 2005

UM OUTRO ASSIM II

ERUCTAÇÃO DE INDIGNAÇÃO
Por; Italo Leonardo do Amaral Moreira


Queria eu que meu amor fosse o suficiente, queria eu que meu amor bastasse, queria eu que meu sofrimento pudesse te convencer de que teu lugar é a meu lado e que somente juntos, encontraríamos a felicidade.
Queria poder manipular o tempo e viver não mais que dez anos, mas dez anos de bons tempos, sem dor, sem tristezas, frustrações, tormentos. Destilando o bom e expurgando o ruim.
Queria que tudo no mundo se resumisse em um; "EU" e "VOCÊ", sim, um, pois embora tenhamos dois corpos, nossas almas seriam um só alma, tamanho o amor que nos uniria.
Contudo, no mundo real, nesta bosta de mundo em que vivemos, somos forçados a engolir seco as sacanagens que o destino apronta conosco.


Fazem umas duas semanas que não consigo pensar em nada direito, que não consigo organizar meus pensamentos, fazem umas duas semanas que tremo e o pior é que sei que não tenho motivos para tanto.

Fazem uns dois meses que tenho tido sonhos que me incomodam muito, que me causam desconforto, que me deixam com os nervos a flor da pele, são fantasmas que não deveriam mais povoar meus sonhos, fantasmas que ficaram longe por algum tempo, mas que agora, retornam para me assombrar.

Tenho consciência dos fatos, já os medi, já os pesei e enfim, os guardei em local apropriado, contudo, agora, eles saem, todos, de suas prateleiras para me causarem um grande transtorno mental, para me esmagarem a alma em meio a órgãos, para espremerem meu estômago com rudeza, fazendo-me vomitar angustias.

Tenho pressa, muita pressa, tenho pressa que o tempo passe e que passe bem depressa, levando consigo todos estes sentimentos pequenos, ignóbeis e trazendo em sua bagagem novos horizontes, com novas fontes de contentamento, mais fartas, mais duradouras.

"Pra algumas pessoas,
O tempo está no seu lugar,
Pra algumas pessoas,
É cedo."

"O vento da infância,
Passou e não dá pra pegar,
Os apaixonados
Tem medo."

(...)

"Pra alguns ainda é cedo!!!"

(Não me recordo o autor desta letra.)

Terça-feira, Julho 19, 2005

PALAVRAS DE UM ESPECTADOR.

Por; Italo Leonardo do Amaral Moreira

"Vamos falar de pesticidas e de tragédias radioativas, de doenças incuráveis, vamos falar de suas vidas..." (Renato Russo)

Vamos falar de brasileiros, de suas novelas, que "tem a intenção de dizer / mostrar a realidade"; tenha paciência!!!

Vemos a muito, exageros cometidos pelas nossas mundialmente consagradas novelas, que são bem feitas sim, mas pecam gravemente quando dizem expor a realidade brasileira. Aí não né!!! Realidade é outra coisa!!!

Vimos por exemplo, em uma novela exibida em 1986 se não me falha a memória, quando eu tinha apenas 6 aninhos de idade e reprisada a não muito tempo no "Vale a Pena Ver de Novo", onde a novela retratava o Brasil, repleto de corrupto em todos os cantos, onde cada cidadão, se vendo cercado por "Cambalachos", que aliás, era o nome da novela, acabava por se valer das mesmas ações para se darem bem.

Tá bom, até que isso é verdade sim, contudo na época, a novela, pelo formato que tinha, era quase uma comédia pastelão, com vários exageros que apontavam sim para uma "realidade" brasileira, contudo, ficava sempre bem claro que tudo aquilo era uma caricatura.

Diferente do que vemos hoje, como bem citou um amigo (Homero Moltinho) em seu excelente blog quando para dizer do assunto do qual ele aborda com o título "Teses e Fezes", citava uma passagem da novela "Senhora do Destino", quando a personagem Maria do Carmo chegou ao Rio de Janeiro e lá se deparou com Soldados atirando contra uma multidão apavorada, no que seria seguramente um verdadeiro massacre, quando na realidade, sabemos muito bem que apesar de tudo, isso nunca aconteceu. Então amigos, isso sim é que é tentar vender uma realidade que nunca existiu - isso é que é deturpar os fatos. Vale a pena ler o texto a que me refiro.

Sobre a atual novela "América", não vale a pena nem comentar, um verdadeiro estupro ideológico o que estão fazendo ao exibir aquele lixo cultural.

"Malhação", um outro lixo que há pelo menos 10 anos, vem explicitamente deseducando nossos jovem, contribuindo para que estes, sejam cada vez mais alienados.

Li uma frase que me fez e ainda me faz pensar muito, que dizia mais ou menos assim:

"Como é que pode haver CULTURA POPULAR, se o POPULAR é INCULTO ?"

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Quarta-feira, Julho 13, 2005

TECNOLOGIA BÉLICA PARA FINS PISCOTERAPÊUTICOS.

Por; Italo Leonardo do Amaral Moreira

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A menos de doze horas eu estava mal, mas não pensem que eu esta simplesmente mal, eu estava mais que mal, eu estava MAL mesmo.

Minha cabeça rodava, rodava, rodava e não chegava a alugar algum, meus pensamentos, se é que um dia foram de fato meus, encontravam-se, todos embaralhados; aliás, eles não se encontravam, na verdade eles estavam pra lá de perdidos.

Pensei que isso de estar confuso fosse privilégio de adolescente, esta coisa de não se encontrar, e olha que eu sempre me procurei muito!

Mas talvez o problema seja justamente este, devemos nos "libertar" mais.

Me encontrava em uma situação ruim, aliás, não me encontrava e isso é que deixava a situação bastante ruim.

Bem, passado então estas doze horas a que me referi no princípio deste texto, as coisas estão bem melhores, afinal, já tomei um comprimido e meio de um potente calmante e como eles não funcionaram, me auto-administrei uma bala calibre 44, de forma intra-cranial.

E o resultado foi instantâneo, estou curado!!!

Viva a tecnologia bélica para fins piscoterapêuticos!!!

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